01/04/2021

O Presidente da ACIJAN, participou de reunião com o Governador do Estado.

 

O Presidente da ACIJAN, Arlem Lopes Ruas, participou de reunião com Governador Romeu Zema e os secretários de desenvolvimento, Fernando Passalio, e o de saúde, Fábio Baccheretti, na tarde da segunda-feira (29/03).

Lideranças das CDLs e ACEs do estado solicitaram ações efetivas de apoio às atividades econômicas.

Mais de 180 dirigentes, representando as CDLs mineiras e as Associações Comerciais do estado, participaram do encontro. Diante da quantidade de associações, foram elencados 10 presidentes para falar por regiões e, Janaúba, através da ACIJAN, foi contemplada para falar pelo Norte de Minas. As entidades reforçaram a necessidade de equilíbrio nas medidas restritivas, já que o setor de comércio e serviços é o que mais tem sofrido os impactos da pandemia.

Esse encontro foi mais uma oportunidade de apresentar os anseios e angústias das instituições e solicitar equilíbrio nas tomadas de decisões. É necessário abrir as portas, retomar o faturamento.

Ressaltou-se a importância das entidades manterem o diálogo com o poder público, já que o varejo não pode mais esperar e precisa de socorro imediato.

Alguns dados apresentados durante a reunião demonstram o tamanho de nosso prejuízo, desde o início da onda roxa. Do dia 17/03 ao dia 29/3, completou-se 13 dias de fechamento;
• Prejuízo diário com base no PIB: R$ 462 milhões;
• Prejuízo econômico por 13 dias: R$ 6 bilhões;
• São cerca de 203 mil empresas fechadas – o que corresponde a 58% do total do estado;
• São cerca de 1.470.482 postos de trabalhos não funcionando ou abaixo de sua potencialidade – o equivalente a 57% do total do estado.

Se calcular o prejuízo com o fechamento das atividades até o dia 4/04, o montante será em torno de R$ 8,8 bilhões.
Os empresários mineiros estão cientes de suas responsabilidades e têm demonstrado compromisso com a implementação em seus negócios dos protocolos sanitários de prevenção, prezando principalmente pela saúde e sobrevivência das pessoas físicas, mas também das pessoas jurídicas. São as atividades da iniciativa privada que garantem a manutenção dos postos de trabalho e ajudam a equilibrar as contas públicas com seus impostos, tão importantes nesta hora.

“Estamos agonizando com tantos fechamentos, sobretudo as micro e pequenas empresas. Precisamos abrir as portas, retomar nosso faturamento. Por isso pedimos equilíbrio nas tomadas de decisões. O varejo não é o culpado pelo aumento de casos de Covid-19”, destaca o presidente da FCDL, Frank Sinatra,

“O varejo está agonizando”
O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), Frank Sinatra, pediu a Romeu Zema que, se possível, não estenda o período da onda roxa para além da data prevista. “Sabemos que a situação é preocupante, pois estamos falando de vidas. Mas o varejo também está agonizando. Pedimos equilíbrio nas medidas restritivas, para que tanto a saúde da população quanto a economia do estado sejam preservados”, ressaltou.

A ACIJAN – CDL reitera que seguirá não medindo esforços para ecoar a voz do empresariado de Janaúba, Nova Porteirinha e Verdelândia.

A entidade afirma que lutará para manter um diálogo sólido e construtivo junto ao governo em busca de soluções concretas e efetivas.

 

O presidente da ACIJAN, Arlem Lopes Ruas questionou o governador sobre as empresas que foram consideradas não essenciais “Não concordamos com essa definição e com esse rótulo. O senhor é empreendedor e sabe que qualquer trabalho digno e qualquer esforço para empreender ele é essencial. Essas empresas que foram classificadas como não essenciais, na grande maioria, são empresas muitos pequenas que geram dois empregos que tem atendimento diários. Essas empresas estavam trabalhando com o protocolo indicado pelas organizações de saúde, observando todos os cuidados. Diante disso, a gente entende que as aglomerações que estão acontecendo em ônibus, filas de bancos, com idosos e há pouca fiscalização das festas clandestinas. Entendemos que o comércio que não é essencial fechado traz pouco impacto nessa tentativa de redução dos casos de infectados pela covid. É necessário um olhar mais atento e cuidadoso, reconhecendo que o Governo de Minas mostrou habilidade na tentativa de reduzir estes problemas. Precisamos pensar em uma solução que contemplem a todos os serviços, e revisar a possibilidade da reclassificação dos serviços essenciais.”

O governador Romeu Zema afirmou que esse tem sido um questionamento de várias associações. Este não era o desejo dele e de sua equipe, no entanto a falta de leito nos hospitais o obrigou a decretar a Onda Roxa. Romeu Zema pontuou que conhece o comércio de Janaúba, que ele tem menos risco de aglomeração, como em outras cidades. Passou a palavra para o Secretário de Desenvolvimento, Fernando Passalio, afirmou que muito se questiona sobre as filas dos bancos, entretanto apenas o Banco Central, que tem independência, possui o domínio sobre as agências e que eles tentarão um diálogo e sobre a questão da flexibilização será avaliado.

A ACIJAN está junto a seu negócio hoje, amanhã e sempre.

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